"O povo português é constituído por gente sensata. Pacata. Como dizia George Bernard Shaw, o homem sensato adapta-se ao mundo, o homem insensato persiste em tentar adaptar o mundo a ele mesmo. Por isso, todo o progresso depende do homem insensato.Para a gente que hoje manda em Portugal, o 25 de Abril é uma data que começa a fazer tanto sentido como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro. E o salazarismo é um período tão distante da nossa história como as Descobertas e o tempo imperial. A queda de Salazar da cadeira ou a de Caetano no Carmo interessam tanto como a tomada de Ceuta ou a construção da fortaleza de Ormuz. São parte dessa matéria informe, que não aparece no facebook nem nos smartphones, que não se twitta nem se bloga, chamada passado. História. A história de um país é a memória de um país e conhecer a história pode ajudar a não repetir os mesmos erros."
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- Clara Ferreira Alves
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Antes que a ideia de Deus esmagasse os homens, antes dos autos de fé, das perseguições religiosas da Inquisição e do fundamentalismo islâmico, o Mediterrâneo inventou a arte de viver. Os homens viviam livres dos castigos de Deus e das ameaças dos Profetas: na barca da morte até à outra vida, como acreditavam os egípcios. E os deuses eram, em vida dos homens, apenas a celebração de cada coisa: a caça, a pesca, o vinho, a agricultura, o amor. Os deuses encarnavam a festa e a alegria da vida e não o terror da morte.Antes da queda de Granada, antes das fogueiras da Inquisição, antes dos massacres da Argélia, o Mediterrâneo ergueu uma civilização fundada na celebração da vida, na beleza de todas as coisas e na tolerância dos que sabem que, seja qual for o Deus que reclame a nossa vida morta, o resto é nosso e pertence-nos – por uma única, breve e intensa passagem. É a isso que chamamos liberdade – a grande herança do mundo do Mediterrâneo.(...) Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.
- Miguel Sousa Tavares
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"Watch your thoughts for they become words. Watch your words for they become actions. Watch your actions for they become... habits. Watch your habits, for they become your character. And watch your character, for it becomes your destiny! What we think we become"
- Margaret Thatcher
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"Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.
...
Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz."
- José Luís Peixoto
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"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong"
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“Só ontem vi dois cães abandonados. Vi duas vezes o mesmo old english sheepdog a correr pela estrada fora, com a pressa doida de quem ainda acredita que vai alcançar o carro dos donos que o deixaram ali num ermo. De manhã, apareceu na esplanada onde eu vou um velho sharpei de expressão esperançosa. Estudava a cara de toda a gente, como se quisesse ter a certeza de não se enganar na identificação dos donos, caso ali estivessem a esconder-se dele. Já não confiava que o reconhecessem.
Ele estava irreconhecível, de certeza, fora a coleira de onde tinham arrancado a morada. É injusto, mas são os cães que eram mais giros quando eram pequenos que metem mais dó. É o contraste entre a festa que lhe faziam quando eram cachorrinhos e a indiferença com que os abandonam quando se tornam cães.
É incompreensível que, numa época em que cada vez mais actividades humanas são proibidas, continuem impunes os abandonadores de animais. Talvez pudessem passar umas férias num canil da câmara? Como pode ser mais grave e mais castigado deitar um saco de lixo para a rua do que um animal dito de estimação?
Já que todos estamos cada vez mais documentados, porque não hão-de estar obrigatoriamente identificados com chips e registados os animais a nosso cargo? A maneira como tratamos e protegemos os bichos selvagens tem vindo a melhorar. Não será altura de começar a tratar melhor os bichos – como os cães e os gatos – que gostam de nós e que ainda pensam que gostamos deles?”
- Miguel Esteves Cardoso
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Cry as hard as you want to.. But just make sure that when you stop crying you NEVER cry for the SAME reason again!
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"I met my soul mate when I was fifteen years old. We went out for ice cream. After my dad started teasing me about my first date, the way dads do, and I told him: 'Dad, it's no big deal. I'm gonna be going out with a lot of different girls on a lot of different dates.' And that is the first time that I ever lied to my father. I met my soul mate when I was fifteen years old and I've loved her every minute, every day since I first bought her that mint chocolate chip cone."
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"Like everyone else I am what I am: an individual, unique and different, with a lineal history of ancestral promptings and urgings; a history of dreams, desires, and of special experiences, all of which I am the sum total"
(Charlin Chaplin)










