posted by Unknown on Be yourself
posted by Unknown on 7Arte
posted by Unknown on Life, Relações
"There's a reason I said I'd be happy alone.
It wasn't 'cause I thought I'd be happy alone.
It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it.
It's easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don't have it? What if you like it and lean on it? What if you shape your life around it and then it falls apart? Can you even survive that kind of pain?
Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is death ends.
This?
It could go on forever."
posted by Unknown on 7Arte, Amore, Life
posted by Unknown on Eu, No Mundo de Baco, Piu Bella Cosa
posted by Unknown on Friendship, MEC
"Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.
Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c.Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser."
posted by Unknown on Life
posted by Unknown on Amore, Excertos
"O amor mudou sem darmos conta disso. Já ninguém chora de amor como antigamente em que se alagavam estações inteiras de comboio, de autocarro, só porque ele ia embora, só porque ela o deixava por uma semana. (...) E então: Que é feito disto? Onde estão as pessoas que choram umas pelas outras?Já ninguém corre atrás dos comboios em andamento, já ninguém tenta dizer uma última coisa antes da partida, já ninguém diz adeus de peito aberto. Sejamos claros, é preciso chorar mais. Mas mais importante do que isso, é preciso chorar bem. E a este nível, não tenhamos dúvidas que o melhor choro, é o que tem soluços e faz fungar. Eu sei do que falo. Eu já chorei de amor e lembro-me bem que soluçava e fungava com grande mestria. O melhor choro aqui vos digo, não separa o fungo do soluço - isso nunca - porque é precisamente essa perniciosa junção, que causa um tamanho desconforto a nível respiratório, que nos obriga a parar de o fazer e nos certifica - agora sim - que estamos perante um grande amor. Soluçante. Fungoso. Exactamente, como o amor deve ser."
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